19
dez
08

Férias – viagens sem destino?

Natal e Ano Novo… viajar e curtir é possível!

Saiba como fazer para evitar que sua tão esperada viagem de férias não se transforme numa viagem sem volta, e sem destino.

Acidente na BR 163 em MSAcidente na BR 163 em MS

Começaram o período de férias escolares e universitárias. Com a proximidade das festas de Natal e Revellion, muita gente começa a se organizar para viajar.

Os mais felizardos – e abonados – recorrem às viagens aéreas: ainda que enfrentem nesta época do ano, uma lista incontáveis de contratempos. Desde overbooking, à atrasos nas partidas e chegadas, exceço de conexões, diminuição da demanda de vôos em determinadas rotas para suprir àquelas com maior fluxo de pessoas, especialmente a ponte aérea Rio-São Paulo, Brasília-Rio, Brasília-São Paulo e São-Paulo-Nordeste.

A grande maioria da população recorre mesmo ao transporte terrestre. As empresas de transporte interestaduais, há alguns anos, vêm melhorando significamente a qualidade dos serviços prestados: uma frota cada vez mais nova, um serviço de bordo mais diferenciado, pontualidade (algo que, realmente, era uma palavra riscada do dicionário dos motoristas de ônibus), carros extras em datas festivas como Natal e Ano Novo.

Têm também aqueles que decidem pôr o pé-na-estrada, com o seu próprio carro. Aí é onde começam os problemas. Grande parte dos motoristas que optam em colocar seus familiares e amigos dentro do seu automóvel, ignoram conselhos básicos das autoridades e especialistas, expondo sua própria vida e de seus próximos, ao perigo.

Os conselhos, são exaustivamente repetidos, todos os anos, nos inúmeros noticiários de TV. Mas resolvemos – mais uma vez – reunir as principais medidas de precaução de quem pretende viajar nestas férias. Para que todos cheguem à seus destinos, sãos e salvos.

Antes da viagem:

  • Faça a revisão do veículo: sempre é bom lembrar que, independente da idade do carro, algumas verificações DEVEM ser feitas. Para veículos novos e semi-novos (até 4 anos de uso), recomenda-se efetuar a revisão básica: calibragem e rodízio de pneus; calibragem de freios; troca de óleo; troca das paletas dos limpadores de pára-brisas; condições dos cintos-de-seguranças e travas das portas; regulagem dos faróis e lanternas; verificação do extintor de incêndio.Para veículos mais antigos, recomenda-se além de todos os cuidados acima mencionados, recomenda-se maior atenção aos motores (se preciso, a retífica é indicada para carros com mais de 80 mil km rodados), da caixa de câmbio, das pontas-de-eixo e transmissão, além do estado da lataria do carro.
  • Faça um seguro de automóvel: dizem que “o seguro morreu de velho“. A lógica deste ditado popular parece ser aplicável ao nosso caso: quem tem seguro automotivo, tem uma série de preocupações, a menos, em sua cabeça; com isso, pode relaxar e curtir suas férias com uma tranquilidade muito maior.Ao contrário de alguns anos atrás, hoje a guerra de mercado entre as seguradoras tradicionais e as seguradoras dos maiores Bancos, tem derrubado consideravelmente o custo das apólices de seguro para carros. E surgem cada vez mais modalidades de seguro “populares”, como por exemplo, para carros com mais de 10 anos de idade – coisa que há 10 anos atrás era totalmente impensável.Neste caso, não tem jeito: o melhor é pesquisar, perguntar para quem já tem um seguro de carro e se informar sobre os benefícios oferecidos (a opção mais contratada é o chamado seguro compreensível, que envolve não apenas a indenização em caso de furto, roubo ou perda total do veículo, como também cobre danos à vidros, lataria, acessórios e demais itens declarados, por alagamentos, enchentes, cataclismas; e também a assistência 24 horas com serviço de reboque e pernoite para o condutor, entre outras).
  • Documentação pessoal do condutor e do veículo: verifique no site do Detran de seu estado, se não consta nenhum débito relativo à multas, ou ainda, à tributos em atraso ou não pagos. Pode ser motivo para retenção do mesmo pela Polícia Rodoviária, causando uma série dor-de-cabeça e interromper sua viagem antes mesmo de chegar ao seu destino.Verifique também como está sua CNH: está vencida? Está para vencer? A sua categoria é compatível com o veículo que você escolheu para viajar? Muita gente não dá conta disso, por isso, damos um exemplo. Tem gente que ter “carteira tipo AB” e resolve atracar uma carretinha no seu carro: não pode! Veículos articulados exigem carteira “categoria D”. O mesmo vale para aquele tio que resolve alugar uma besta ou van para diminuir os custos da viagem: se não tiver carteira “tipo D”, é multa e retenção do veiculo.E para os pais que vão transportar seus filhos menores de idade – e os filhos dos outros, atenção! É obrigatória a apresentação da certidão de nascimento ou carteira de identidade para comprovação do parentesco, quando a criança viaja acompanhada por seus pais. No caso da criança ou adolescente viajar de ônibus ou avião, o embarque deve ser feito pelo responsável, para viagens dentro do mesmo estado; para fora do estado, é necessária a autorização por escrito do responsável com a chancela do Conselho Tutelar. O mesmo vale para casais de namorados, colegas e amigos: se for de menor, pai e mãe têm que autorizar.
  • Trace o intinerário: sempre existiu os chamados “Guias Rodoviários” nas bancas de revistas. Hoje em dia, os motoristas ganharam outros aliados, na dura tarefa de traçar o roteiro da viagem: existem sites como o Google Maps, que possui uma boa quantidade de mapas da maioria das estradas e das maiores cidades do Brasil. Também há muitos modelos de GPS – aparelhos que fazem o mapeamento via satélite – para todos os bolsos: tem GPS de 499 reais até mais sofisticados, que custam 1500 reais. O que não tem é desculpa para se perder no caminho!

Durante a viagem:

  • Repouse antes de dirigir: uma das principais causas de acidentes é o sono. O sono pode ser resultante do cansaço de uma longa viagem (o que ocorre com os caminhoneiros e motoristas de ônibus) ou ainda de uma noite mal dormida (no caso dos viajantes de férias). Mas os efeitos são os mesmos: diminuição dos reflexos, dos sentidos e da atenção. A acuidade da visão fica prejudicada; as crianças no banco de trás brigando tiram a atenção do motorista já sonolento; o reflexo diminui consideravelmente, enquanto a perda da sensibilidade nos pés, faz com que o condutor acelere mais – inconscientemente.Estão aí os ingredientes necessários para uma tragédia. Some a isso a imprudência, velocidade excessiva, más condições da estrada e adversidades do clima, e teremos fatalmente vários acidentes, com vítimas: a maioria delas, fatais.
  • Pare, descanse, estique as pernas… e pergunte para outros motoristas no posto ou lanchonete, sobre as condições da estrada. Esta dica – que parece boba – é preciosa, ainda mais, para aqueles que desconhecem a estrada e o percurso que optaram em pegar para atingir seu destino.Em estados com relevo acidentado (como São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Espírito Santo), há uma série de riscos e perigos “localizados”, que só quem já está acostumado e habituado a transitar naquele trecho, já sabe como reagir e evitar situações de risco. Condições climáticas também são fatores preponderantes: deslizamentos de encostas, barreiras e acostamentos, são muito mais comuns nesta época do ano.
  • Na dúvida, não ultrapasse… especialmente, se seu carro for 1.0. A maioria das pessoas que pegam a estrada, utilizam carros populares com motores de mil cilindradas. Esses carros foram concebidos para transitarem nas grandes cidades: são pequenos no tamanho, no consumo de combustível, no preço… e na potência do motor e itens de segurança.Muita gente ainda prefere comprar carros populares e equipá-los com acessórios: som potente, ar-condicionado, direção-elétrica, aros de diâmetro maior, etc. Vale lembrar que tais carros não foram concebidos para serem usados na estrada e que ao que se incluir um acessório qualquer, você estará alterando a estabilidade e equilibrio do mesmo.O ar-condicionado, direção hidráulica e conversão à GNV reduzem sensivelmente a potência do motor. Isto sem contar que transitam com a capacidade máxima de passageiros e bagagem, aumentando significavemente o peso do bólido e exigindo muito mais do motor 1.0.Então, essa dica é preciosa. Na dúvida, não ultrapasse. Mantenha distância segura do carro que segue à sua frente – e do que vem colado na sua traseira. Se possível, deixem que lhe ultrapassem. Evite trafegar “encaixotado” entre carretas ou quaisquer veículos pesados.Para os que possuem carros mais potentes – com motor 1.6 ou superior – a dica é: prudência. Não tente ultrapassagens arriscadas, em pontos proíbidos como curvas, aclives ou declives.
  • Cuidado com o que come e com o que bebe: enjôos, diarréias… em condições normais, nada disso é bom. Pior ainda, na estrada. O próximo banheiro pode estar à quilômetros de onde você está! Por isso, muito cuidado com o que você – e seus passageiros – vão comer durante a viagem.Se possível, façam compras ANTES de pegar e estrada e levem um pequeno isopor térmico para armazenar os alimentos e bebidas. Além de fazer bem para seu estômago, isso fará muito bem ao seu BOLSO, pois comida de beira de estrada é cara, muito cara. Prefira levar alimentos leves como bolachas, biscoitos e sanduíches preparados em casa; frutas como banana, maçã, pêra são boas pedidas. Evite sucos de frutas cítricas (laranja, limão, acerola, abacaxi, etc) e frutas gordurosas (abacate, açaí, pêssego, etc). Leve água mineral. E jamais ingira bebidas alcólicas!
  • Descanse após o almoço e a janta: outra boa dica é você observar onde os motoristas de ônibus param. Geralmente são lugares com preços convidativos e boa qualidade e condições de preparo dos alimentos. Nas rodovias de São Paulo (Dutra, Anchieta, Bandeirantes, Imigrantes, etc) existem redes de entrepostos muito boas, mas caras. Não importa onde você coma: o ideal é que você espere entre trinta minutos a uma hora para que seu organismo possa começar a digerir o alimento. Aproveite e tire um cochilo. Estudos comprovam que uma boa soneca (de 15 à 30 minutos), descansa o cérebro e aumenta a capacidade de atenção e concentração.
  • Síndromes da estrada: experimente conversar com os policiais rodoviários e perguntar-lhe sobre as “síndromes da estrada”. Eles vão dar uma boa aula para você. Estudos da PRF apontam que a maioria dos acidentes ocorrem “no horário do crepúsculo” e “na proximidade das cidades”.O interstício entre o entardecer e o anoitecer, causa uma “cegueira” em todos os condutores: pois a quantidade luz natural é insuficiente para iluminar enquanto a potência dos faróis são incapazes de clarear. Com isso, muitos acidentes acontecem justamente nessa faixa de horário, entre 5 horas da tarde e 7 horas da noite.Fora isso, geralmente é nesses horários que a maioria dos carreteiros e motoristas profissionais, habituados com o trajeto, costumam chegar nas cidades para descansarem. Aí ocorre a síndrome do “chegar logo”, que os fazem correr mais do que a velocidade média durante todo o percursso. E se arriscam mais em ultrapassagens, por vezes, desnecessárias.E também, na maioria dos viajantes de férias, acontece também a “síndrome do pé-embaixo”. Após um longo período de tempo viajando em velocidades médias de 100 à 140 km/h, sem ter que trocar marchas ou pisar nos freios, os motoristas ao entrarem no perímetro urbano das cidades, não se dão conta de que estão correndo demais. Isso geralmente dura até o primeiro quebra-molas, onde o solavanco talvez vá avariar o peito-de-aço e amortecedores do carro… mas servirá para dar uma boa acordada no condutor e uma série de galos nas cabeças dos passageiros distraídos no banco de trás.
  • Em caso de acidentes? Acontecendo um acidente na estrada e você sendo o primeiro a chegar, não aja por impulso!!! Posicione seu carro no acostamento, há pelo menos 800 à 1000 metros ANTES do local, acenda os piscas de alerta. Retire TODOS OS PASSAGEIROS DE SEU CARRO e faça-os esperarem numa sombra ou porteira distantes do local, e LONGE DA PISTA. Coloque o TRIÃNGULO DE SINALIZACAO há pelo menos 1500 metros antes do local.Permaneça junto ao seu veículo até que pare algum outro veículo. Faça com o o outro veículo faça o mesmo , porém, no outro sentido da via. Espere que outros veículos se aproximem até que o tráfego seja interrompido de forma segura.Se no local do acidente houver sinal para celular, ligue 141 – Plantão da PRF e comunique o acidente. Caso não seja possível, pare o primeiro caminhoneiro ou motorista de ônibus: geralmente eles possuem Rádio Transmissor e podem contatar a PRF pela frequência de rádio ou emitir um S.O.S. para algum outro caminhoneiro avise a Polícia no posto mais próximo.Ainda, não sendo possível nada disso, eleja alguém que se disponibilize a retornar ou seguir adiante, onde saiba que exista um posto policial rodoviário. À noite, os cuidados devem ser redobrados. Nunca, em hipótese alguma, vá para o meio da pista sinalizar com os braços que existe acidente. O motorista que estiver vindo em sua direção pode simplesmente não te ver e causar uma tragédia maior ainda.

Esperamos que nossas dicas sirvam para que você possa realizar uma boa viagem e torçemos para que tudo ocorra bem.

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