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jan
09

Comportamento: jornalistas fugiram às aulas de Geografia?

Como alguém consegue confundir dois estados diferentes?

Como alguém consegue confundir dois estados diferentes?

“Direto do presídio de Segurança Máxima Nacional, em Campo Grande, no Mato Grosso”… você já ouviu isso em algum lugar, né?

Hoje, eu estava procurando em blogs e sites de notícias, algum material para servir de inspiração para escrever. Eis que encontrei um post num blog, falando sobre a primeira eliminação no BBB9.

Passaria despercebido para mim – afinal, começou a temporada de BBB e você achará “canais especializados” em grandes portais de notícias, como UOL, Terra, BOL e Globo (é claro!) sobre o reality show – se não fosse um detalhe: o cara falou que haviam representantes de quase todos estados, inclusive, MATO GROSSO.

Peraí: eu escrevi ante-ontem, que haviam dois pré-selecionados de Campo Grande para o BBB9, certo? Porém, Campo Grande fica em Mato Grosso… do SUL!!!! Ah. Eu sou sul-mato-grossense (eu não sei se a grafia está correta, pois não me inteirei bem sobre esse negócio do hífem desaparecer de um monte de palavras…) e me orgulho muito disso. Meu estado – o Mato Grosso, do Sul – teve uma importância histórica para o Brasil: foi em cidades como Corumbá, Ladário (minha cidade Natal), Miranda, Jardim, Guia Lopes da Laguna, Bela Vista que, durante mais de 6 anos, foram travadas sangrentas batalhas na famosa Guerra do Paraguai.

Particularmente, eu acho que dever-se-ia chamar Guerra AO Paraguai, pois, a tríplice aliança (Brasil, Uruguai e Argentina) é quem guerreou contra los hermanos paraguajos. Muita gente só sabe que tal guerra existiu, graças ao Almirante Tamandaré (que virou nome de rua, praça, escola, navio, condomínios… quase sempre, em cidades onde existam Bases Navais ou Capitanias da Marinha do Brasil, é claro!).

Eu ainda vou ler – e quem sabe, escrever – um livro sobre a Guerra do Paraguai. Até onde sei, essa guerra (que foi a única “guerra, guerra” mesmo em território sulamericano) teve episídios sangrentos, místicos e até mesmo, patéticos. Um deles, é o fato do tal “Guia Lopes” (que deu origem ao nome da cidade) ter guiado um grupo de doze soldados brasileiros para uma região ao sul de nosso estado (a famosa Retirada da Laguna), e acabou levando-os para o encontro com uma centena de soldados paraguaios. Resultado: todos foram mortos, encurralados, e não tiveram a mínima chance de defesa.

Há quem diga que o tal “Guia Lopes”, na verdade, era “Lopez” com Z, ou seja: um paraguaio, que vivia no Brasil, e que teria sido uma espécie de “agente duplo”. Seja isso verdade ou não, o fato é que ele também se fudeu no final da história: morreu junto com os brasileiros. Daí surgiu a crença de que não deve se confiar em paraguaios e a sua fama de traiçoeiros. É o que dizem!

Jornalistas gazeteiros x Artistas zombeteiros

Mas voltemos aos nossos jornalistas. Parecem que a maioria deles fugiu às aulas de Geografia, ainda lá, no primeiro grau. Aliás: parecem ter fugido de aulas de Geografia, Português, Literatura, História… enfim, não vou falar muito, senão vou ser alvo de uma saraivada de críticas.

O fato é que, ao ler as notícias de jornais, revistas e sites, e ao assistir reportagens na tevê, parece-me claro, que existe uma preocupação tão grande em “dar a notícia em primeiro lugar, antes de tudo”, que acabam passando por cima de muita coisa: entre tantas, aquela regrinha de checar quantas vezes for necessário a fonte, para se ter certeza do que está se noticiando; ou ainda, de fazer uma pequena revisão ortográfica, gramatical e semântica, nos textos escritos; e ainda, porque não, de abrir o Google Maps e ver no Mapa, onde tal cidade está localizada.

Eu fico indignado, porque essa história de trocar Mato Grosso do Sul por Mato Grosso, já virou até piada e rendeu um bordão. Quando algum artista (especialmente, em início de carreira), aporta em terras guaicurus, para realizar pela primeira vez (no caso dos Mamonas, pela primeira e última!) um show, é batata. Quase sempre eles começam o show com um animado “Boooooooa noooooooooite, Matooooo Grossoooooooooooo”.

Ao passo, que a platéia, devolve em coro – dessa vez, com total antipatia: “doooooo Suuuuuuuuuuuuuuuuuuuuul”.

Os artistas que passaram por esse constrangimento – de trocarem as bolas e serem repreendidos pela platéia enfurecida – quase sempre, não esquecem e não cometem nunca mais o mesmo erro. Os mais espirituosos, gostam de tirar sarro disso. Para citar apenas dois exemplos, um é a trupe da companhia teatral “Os melhores do mundo” e o outro, é o promotor e paletrante Fernando Capez.

Ambos já estiveram diversas vezes por aqui, e sempre, fazem uma brincadeira com a platéia… e o bordão “Do suuull”, é esfuziantemente entoado. Ao passo, que a atração sorri com sarcamos e em tom irônico, brinca: “He he… eu já sabia! Só queria saber se vocês estão prestando atenção mesmo”.

Bom. Esperar que um artista desconheça geografia, digamos, é aceitável e compreensível; muitos deles, sequer, concluíram o segundo grau. Agora, na minha opinião, um jornalista “trocar as bolas” é imperdoável!!!

Translocação: como mudar um presídio de lugar?

Ano passado, lembro-me do embróglio envolvendo o hiper-traficante Juan Carlos Abadia: segundo o desfigurado (literalmente falando) traficante, estar-se-ia sendo elaborado um mega plano de represália à autoridades políticas e judiciais pelo Marcola (chefe do PCC, que está preso aqui em MS), com direito à muitos sequestros, assassinatos e tocaias às próprias autoridades ou à seus familiares.

Abadia, com isso, conseguiu o que queria: delatou os seus comparsas (na gíria bandidesca, ele “caguetô us mano”) e conseguiu sua extradição para os Estados Unidos. Por outro lado, com tais declarações, ficou exposto à mídia como a tal “prisão federal de segurança mais-do-que-máxima”, digamos… não tinha uma segurança tão MÁXIMA, assim. Logo em seguida, eclodiu uma greve dos agentes de segurança federal (por hora, chamemos de carcereiros de luxo, né?).

Junte a isso tudo, a figura exótica do juiz federal Odilon de Oliveira, implacável no combate aos traficantes da fronteira, e que ficou nacionalmente conhecido por viver “enclausurado” em seu gabinete, quando era juiz federal na vara de Ponta Porã (MS), fronteira seca com o Paraguai, para não ser alvo de uma emboscada. Atualmente, ele reside e trabalha aqui em Campo Grande (MS) mesmo, e recusou recentemente, a promoção à Desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, com sede em São Paulo.

Todas as emissoras despacharam “enviados especiais” para Campo Grande (MS). Quero dizer: quase todas. A Globo optou por usar um repórter “prata da casa” mesmo. No caso, da TV Morena (Honório Jacometo), que por sinal, é um profissional muito bom e competente. Resultado de sua atuação: foi convidado à ser “o repórter da rede”  (no jargão jornalístico, é o repórter que grava as matérias que tem uma “probablidade alta” de serem aproveitadas pela matriz em noticiários nacionais) na afiliada da Globo de São Luis (MA).

Já a Record, não quis usar nenhuma prata da casa; talvez, pelo fato da sua afiliada aqui (a TV MS), sofrer de uma “síndrome de Tabajarismo: fazer produções com sérias restrições orçamentárias”. Fato este, que registro, começou a mudar no final de 2008, com a contratação de vários “ex-globais” (na verdade, ex “TV-Morena”) e da competentíssima Carmen Cestari (que chegou a ancorar o Dia-a-Dia News, na Band, alguns anos atrás).

Mas voltando ao episódio do presídio: tanto a Globo, quanto a Record, fizeram uma reportagem IDÊNTICA: entrevistaram o Dr Odilon, fizeram uma visita ao presídio, mostraram como é eficiente o sistema de revista aos visitantes (inclusive, o próprio juiz submeteu-se ao Raio X, a tirar os sapatos, etc etc). Enfim: fizeram de tudo para provar que o presídio realmente é de segurança máxima.

O que me deixou mais entristecido – pra não dizer, puto da vida – foi o fato de que, o repórter enviado pela matriz da Record para Campo Grande, ter dito que presídio federal ficar em… em… MATO GROSSO! Para uma emissora que prega que seu “jornalismo é de primeira”, isso pegou mal.

Ensinando Geografia aos Jornalistas

Na época dos fatos, enviei um email para a “Coluna Zap”, na vã (inútil e inocente) tentativa de que meu clamor e indignação pudessem servir de matéria para a colunista escrever no “Foi Bem, Foi Mal”. Eu enviei o seguinte email, que transcrevo à seguir:

“Bom dia. Sou leitor assiduo desta coluna, que eh publicada no Correio do Estado, jornal de maior expressao em Mato Grosso do Sul. Gostaria que esta coluna, “puxasse” a orelha dos noticiários de TV e dos repórteres, que parecem ter se formado em faculdades de jornalismo, mas esqueceram de licoes basicas de Geografia Brasileira.Vamos aos fatos:

No dia 20, domingo, a tentativa de invasao do Presidio Federal de Seguranca Maxima de Campo grande,
foi abordado pelas equipes do Fantastico (TV Globo) e Domingo Espetacular (TV Record).

Foi bem a Rede Globo, que valorizou o jornalismo regional, pois aproveitou um reporter da afiliada local para fazer uma materia mostrando o dia-a-dia do presidio, as medidas de seguranca, etc.

Foi mal a Record, que enviou um reporter especialmente para fazer a matéria, que ainda por cima, falou que o presídio Federal fica em MATO GROSSO. O erro por si só é absurdo e injustificável, pois, Campo Grande é sabidamente a CAPITAL de uma Unidade Federativa. Mais absurdo ainda é saber que, depois de editada, a matéria foi ao ar com o erro.

Agora, hoje, dia 26, foi a vez da TV Globo pisar na bola. Novamente, trocaram as bolas. Primeiro, durante o anuncio ao Padre desaparecido, âncora disse que ele sairia de Paranaguá com destino a DOURADOS, PARANA. Ocorre que Dourados eh a segunda maior cidade de MATO GROSSO DO SUL.

E pior: fechada essa noticia, abriu-se um link para cobrir a Vacinacao de Idosos, justamente onde: em Campo Grande! Porem, mais uma vez, a Globo nao ressaltou de qual Campo Grande estava-se falando: Campo Grande de AL, de MS ou do RJ?

Nos, sul-mato-grossenses, ficamos profundamente ofendidos quando nossa identidade é trocada. Quando se é ator ou apresentadores, aceitamos, desolados, pois eles nao tem o DEVER DE INFORMAR. Mas quando se ve que o JORNALISMO de uma emissora de TV, comete tais erros de forma reiteradas, é de se supor que a credibilidade dessas televisões possam estar sob suspeita.

Assino esse email, como um cidadao orgulhosamente sul-mato-grossense, que clama por um direito simples: de ver respeitada a identidade cultural de seu estado!”

Como viram, meu clamor foi solenemente ignorado pelo(a) jornalista(??) que assina a coluna (terá ela ficado magoada por ter se sentido cutucada?). Mas, eis que resolvi resolver o problema!! Vou dar um MINI CURSO RÁPIDO sobre Geografia Brasileira.  Vamos ao Mapa?

msmt-rsrn

Comecemos pelos estados hachuados (você não sabe o que significa, hachurado? então se mata! melhor: comece a desenvolver o bom hábito de consultar dicionários!) em amarelo. Você sabe dizer que estados são esses?

Nota 10 para quem respondeu: Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. Pois bem, ao olhar no mapa, não dá para confundir um com o outro e parece bem lógico o motivo pelo qual um rio grande “é do norte” e o outro “é do sul”.

O detalhe é que, tem muita gente que confunde “Rio Grande do Norte” com “Paraíba” (eu mesmo, me confundi, na hora de hachurar em amarelo… mas nada que o Google Maps não resolva, né?). E que de fato, o “Rio Grande do Norte”, não fica exatamente, no “norte”, mas sim, “no nordeste”.

Tirando isso, eu jamais ouvi dizer que alguém dizer que “Porto Alegre possui uma das mais belas praias do litoral nordestino“; ou ainda que “Caxias do Sul fica no RN”. Aliás, o fato de ser “gaúcho” e “potiguar” deixam bem distintas as coisas.

Por que, será que ocorre o fenômeno INVERSO, quando falamos de MS e MT? Será a coincidência de ambos terem “Mato Grosso” no nome? Descarto a hipótese, por que, senão, ocorreria o mesmo com RS e RN, certo?

Então alguém, olhando no mapa, falaria: “Ah… é porque eles estão pertinho demais… são praticamente a mesma coisa”. É… talvez, esta seja uma boa pista. De fato, MS e MT eram “uma mesma coisa”. Mas tem um certo “tempinho” que isso mudou. Aliás, faz um booom tempo: desde 11 de outubro de 1977, Mato Grosso (do Sul) foi criado e sua área “desmembrada” do antigo Mato Grosso.

Aqui é que começa um ponto emblemático da história brasileira: por que raios os militares, no ato da criação do estado de MS, não alteraram o nome do MT para “Mato Grosso do Norte”? E mais: por que raios, os constituintes de 1988, não corrigiram essa falha? Essas perguntas continuarão sem respostas por muito tempo!

Recentemente, o ex-governador do MS , Zeca do PT (que, na verdade, chama-se José Orcírio Miranda dos Santos… e corre o risco de deixar de assinar “PT” no nome, pois o atual senador Delcídio Amaral – que era do PSDB – conseguiu dar um chega-pra-lá nele), levantou a polêmica questão de se alterar o nome do estado de MS, para evitar as confusões com o estado vizinho.

Cogitou-se vários nomes:  estado de Maracaju, estado de Campo Grande, estado de Guaicurus, estado do Pantanal. Esse último ganhou a simpatia de um grupo de intelectuais e jornalistas locais. Só que tinha um pequeno detalhe, que acabou sendo utilizado pelos oposicionistas, e que de certa forma, foi o “ás escondido na manga”: se o estado de Mato Grosso do Sul passasse a se chamar Estado do Pantanal, a sigla mudaria de “MS” para… para… PT!

Nem preciso dizer que não foi pra frente a idéia, né? Além do que, o que hoje se conhece por “Pantanal”, trata-se de uma grande planície alagada, que abrange parte do território de MT, MS e dos países vizinhos Bolívia e Paraguai (onde lá é chamado chaco), por esse motivo, não é algo exclusivo nosso. Certamente, isso causaria grandes discussões – inclusives judiciais – pela utilização do nome “Pantanal”, já que é uma grife vendida por ambos os estados no setor turístico-hoteleiro.

Outro motivo que incomodava aos sul-mato-grossenses é que seriam chamados “pantaneiros”. Não bastasse o fato de nós, campo grandense, aguentarmos chacotas e brincadeiras do tipo “é verdade que tem onça e sucuris atravessando as ruas”, ser chamado de “pantaneiro” só iria acentuar esse preconceito que todo o Brasil nutre pela gente. O que diminuiria, sobremaneira, a nossa auto-estima…

A minha sugestão é que mudem o nome do estado de MT para Mato Grosso do Norte! Antes que seja criado mais um novo estado (como sugere um dos vários projetos de Leis que tramitam no Congresso Nacional), que consistiria justamente no desmembramento do norte do Mato Grosso. Segundo o projeto de Lei, o novo estado se chamaria “Mato Grosso do Norte” e teria sua capital sediada em Sinop (MT). Cá entre nós: por que não chamar de “Amazonas do Sul”?

Se a gente olhar o estado de Mato Grosso, tomando por base seu relevo e vegetação (isto é geografia básica), veremos que ele pode ser dividido em três: região de cerrado (mais central, onde está localizada Cuiabá e a Chapada dos Guimarães), região pantaneira (mais ao sudoeste, onde está localizada Cáceres) e a região amazônica (ao norte, onde está localizada Sinop).

Então, fica aqui minha calorosa sugestão: mudem o nome de MT para Mato Grosso do Norte. Deixem o MS continuar sendo Mato Grosso do Sul. E se realmente for criado o novo estado, que seja o “Estado de Sinop”, ou “Amazonas do Sul”. Se com dois “mato-grossos” já é difícil, imagine com mais um??

Isto porque nem estou contando os outros “matogrosso”  que existem, como o da dupla sertaneja, que faz par com Mathias; nem com o performático cantor Ney, egresso do grupo Secos e Molhados.

Ah sim: se o Mato Grosso (do norte) tem o rasqueado cuiabano, a Chapada dos Guimarães e o Otaviano Costa (??? será que ele conta??), nós do Mato Grosso do Sul, temos Luiza Brunet (aaah… essa conta!!!!), Esterphan Necerssian, Aracy Balabanian, Glauce Rocha, Manoel de Barros, David Cardoso (hmmm…), Dilsinho MadMax (he he… só pra tirar sarro!).

Ah, sem contar que temos Pantanal e Bonito! Tá bem: os matogrossenses do norte vão dizer que Nobres (MT) é parecida com Bonito, mas e daí? Onde que está a Gruta da Lagoa Azul, onde a Serena (viviada pela deslumbrante  Priscila Fantim) gravou suas primeiras cenas em Alma Gêmea? E onde que a saga de Zé Leôncio, sua filharada, Juma Marruá e Velho do Rio foi inteiramente gravada? Em uma fazendo em Rio Negro, que fica onde? Aqui!!!!

Isso sem contar “Inocência” de Visconde de Taunay, que foi inspirado em uma bucólica cidadezinha do nosso estado (que por sinal, mudou seu nome para o mesmo da personagem do livro). Temos ainda :

  • Tetê Espíndola, que mesmo tendo uma voz irritante, ficou eternizada por Escrito nas Estrelas (“O nosso amor foi assim, como uma história sem fim… Cartas do Acaso bem marcadas em Cartas de Tarô, ou-u-ou… Meu amor, nosso amor, estava escrito nas estrelas, tava sim);
  • Almir Sater, que mostrou que é um excelente músico, cantor, compositor e ator… que criou um estilo musical singular, misturando a  sonoridade da viola caipira com a música folk norte-americana;
  • Geraldo Espíndola, que apesar de não ser “tão conhecido do grande público” como sua irmã Tetê, é um grande intérprete, compositor e autor de muitos sucessos. O mairo deles, possivelmente, é Vida Cigana, que é umas pérolas do cancioneiro popular que mais vezes foi regravada: de Raça Negra à João Pedro & Cristiano (mais uma dessas “duplas genéricas), muitos outros cantores e cantoras entoaram os versos “Ó meu amor, não fique triste, saudade existe pra quem sabe ter…”.

Bom. E as lições básicas de Geografia? Ah… vê se compra um livro e leia! Por hora, só vou dar alguns toques básicos:

  • Mato Grosso do Sul:
    • Sigla: MS
    • Capital: Campo Grande
    • Gentílico: Sul-mato-grossense
    • Principais cidades: Campo Grande (capital administrativa, também chamada de Cidade Morena), Dourados (capital universitária), Corumbá (capital histórica e do Pantanal, também chamada de Cidade Branca… que segundo as más línguas, tem a ver com o fato da cidade deter, outrora, o título da Capital do Pó… daquela mesma, que você está pensando…), Três Lagoas (capital industrial), Ponta Porã (capital do contrabando e da erva… erva-mate, ou Ihex Paraguaniensis, como preferir), Bonito (capital do eco-turismo), Aquidauana (capital do carnaval fora-de-época), Coxim (capital da pescaria), Sidrolândia (capital da confecção têxtil), São Gabriel do Oeste (capital de gaúchos e do porco-no-rolete), Maracajú (capital da linguiça…de… maracaju!), Aparecida do Taboado (capital da música 60 dias apaixonados), Paranaíba (não é capital de porra nenhuma, mas tem um das únicas pontes pênsil do Brasil) e não poderia deixar de citar Coronel Sapucaia (capital do tráfico de drogas e cidade mais violenta do país) e Ladário (minha cidade natal, fundada por Leme do Prado em 2 de setembro de 1778, e que após a Guerra do Paraguai, tornou-se sede do 6º Distrito Naval da gloriosa Marinha do Brasil, que tanto nos orgulha e da qual, minha amadíssima mãe, recebeu a condecoração de “Amiga da Marinha” no período que foi vereadora).
  • Mato Grosso (do norte):
    • Sigla: MT
    • Capital: Cuiabá
    • Gentílico: matogrossense (segundo a nova norma ortográfica?)
    • Principais cidades: Cuiabá (capital administrativa e sucursal do inferno na terra, porque lá é mais quente que bunda de jumento…), Sinop (capital das madeireiras e da amazônia matogrossense), Rondonópolis (capital do agrobusiness… igualmente quente pra burro), Primavera do Leste (capital de gaúchos do mato-grosso-do-norte), Cáceres (capital do Pantanal do mato-grosso-do-norte e cidade-natal da matriarca dos Bezerra, no caso, minha avó Alice… Deus a tenha em bom lugar),  Alta Floresta (acho que nem preciso explicar… tá implícito no nome), Alto Araguaia (idem…), Poxoréu (capital dos salesianos do mato-grosso-do-norte), Tangará da Serra (não tenho a mínima idéia do que ela poderia ser capital… mas só sei que é uma das cidades importantes de lá), Parecis (sei lá… parece… parecia… pareces… parecis… será que por causa disso?) e não poderia deixar de citar Alto Garças (que nos fez o [des]favor de colocar no mundo Vanessa “Ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai” da Mata).

Bom. Jornalistas que cabularam aulas de geografia no ginásio  (o quê… vocês também não sabem o que significa “cabular aula” e nem “ginásio”… ah, se matem, por favor!), eis aqui, um post de utilidade pública! Façam bom proveito: mas só não falem mais que o MS é MATO GROSSO!!!!!

P.S.:

  1. P.S:. vem do latim post scriptum, ou seja, observações feitas ao fim de um texto, ou seja, após (post) um texto (scriptum).
  2. Manoel de Barros: ele na verdade, só nasceu em Cuiabá (na época que o MS e MT eram uma coisa só) e criou e radicou-se em Campo Grande, onde permanece até hoje.
  3. Rondonópolis: homenagem ao sertanista Cândido Mariano Rondon
  4. Almir Sater: também conhecido como “Trindade” (de Pantanal, SBT), “Zé Trovão” (de Ana Raio & Zé Trovão, TV Manchete), “Pirilampo” (de O Rei do Gado, TV Globo).
  5. Vanessa da Mata: é, não vejo graça nenhuma nela mesmo! :p
  6. Presídio Federal de Campo Grande versus Record versus Juiz Odilon: veja abaixo os únicos vídeos que eu achei no YouTube, de reportagens da Record sobre o presídio de Campo Grande. Infelizmente, nenhum deles é da reportagem que “translocou” o presídio do MS para o MT (nas palavras do repórter). Mas em um deles, você pode conhecer o dr. Odilon, grande figura e um excelente jurista.
  7. Gazeteiros: a mesma coisa que “cabuladores”; alunos que matam aula. Nada a ver com o fato de trabalharem na TV Gazeta de São Paulo, ok?

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8 Responses to “Comportamento: jornalistas fugiram às aulas de Geografia?”


  1. 1 Cris Parron
    11 de janeiro de 2009 às 16:12

    Mazo…. você ARREBENTOU com este post. Isto daria uma palestra…Cara, quero levar você pra palestrarlá escola. Você misturou tudo, informação, crítica, ironia, bom humor, história e geografia ( claro, sua acidez característica). Isso é o que eu chamo de Aula de Cultura Brasileira. E aí? Tá a fim?
    Beijão

  2. 2 Francisnei
    6 de dezembro de 2009 às 10:05

    ADOREI SUAS CRITICAS SOU DE RIO BRILHANTE, MATO GROSSO DO SUL, MUITO BOAS SUAS CRITICAS PQ SÃO O QUE OS SUL MATO-GROSSENSE VIVE, A GENTE EH MT DESVALORIZADO E ACHO QUE A MIDIA DEVERIA VALORIZAR UM POUCO MAIS DA NOSSA CULTURA AFINAL SERÁ QUE EXISTE SÓ SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO NO BRASIL? SIM PORQUE NOVELA NÃO TEM NEN GRAÇA DE ASSISTIR SÓ SAMPA E CARIOCAS QUE PASSAM QUANDO NÃO VÃO FAZER GRAVAÇÕES NO EXTERIOR NEH?
    VC É HONÓRIO JACOMETO?

  3. 3 Rogerio
    1 de fevereiro de 2010 às 00:16

    Olá!!! Acho que voce foi infeliz no que disse:
    – 1. Mato Grosso do Sul porque é desmembrado de “MATO GROSSO!!! Portanto é um novo estado com novo nome, não tem que mudar o nome do estado original.
    -2 Temos igualmente ou mto mais lugares turísticos, Quase toda cidade do estado de MATO GROSSO tem excelentes pontos turísticos, temos as já citadas por você, mas o que dizer de Chapada dos Guimarães? Nessa você nem tocou, né, só aí já humilha, Primavera do Leste por ex. tem o Rio das Mortes, ponto de encontro de canoistas e praticantes de esportes radicais de todo Brasil, duas lagoas azuis,”que você deveria conhecer, e mtos outros pontos, e a cidade nem tem tradição em turismo, já que falamos de Primavera do Leste (é a capital de gãos e da uva e não “de gaúchos como você disse, voltando ao Estado, não é Mato Grosso do Norte como você colocou, é MATO GROSSO. Falando no Estado, é o único com tres distintos Ecossistemas, o que só aí já dá para se concluir que é o mais belo. Temos ainda a região Leste, mais comumente chamada de Araguaia, Todas as cidades são polos turísticos. E se o Brasil tem algum inferno é para esses lados aí, que é por onde entra maioria das drogas armas e outras coisinhas contrabandeadas de nossos visinhos Paraguai e Bolívia, também temos esse problema devido a visinhança com a Bolívia mas com certeza em mto menor escala. E mais uma coisa o da dor de cotovelo, “A COPA DO MUNDO É NOOOOOSSAAAAAAAAAAA!!! Porque será? Deve ser porque MS deve ter muito mais a oferecer. Rsrsrsrs!!!

  4. 4 Jade Silva Holsbach
    7 de maio de 2010 às 13:38

    Nossa! Sensacional, concordo com tudo! Sua explanação acerca do assunto foi brilhante. Eu como como sulmatogrossense nata também odeio quando a mídia obtusamente se refere à Mato Grosso, quando o correto seria Mato Grosso do Sul.
    Aproveito o ensejo para expressar minha grande admiração pelo seu trabalho! Parabéns.

  5. 12 de junho de 2010 às 00:23

    Dessa vez foi o José Serra!


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