26
fev
09

Especial – 2009 começa pra valer

Carnaval: nada muda... nem mesmo, as marchinhas do Silvio Santos

Carnaval: nada muda... nem mesmo, as marchinhas do Silvio Santos

Há uma máxima popular que diz: “O ano novo, só começa no Brasil, depois do Carnaval“.

Eu, particularmente, odeio esse período do ano, que compreende “Natal-Ano Novo-Carnaval”. Não sei porque, mas parece que “tudo pára”: pros outros que estão foliando, menos para mim…

Quer dizer: mais ou menos. Terça-feira de Carnaval, eu tive que ir ao Supermercado fazer compras emergenciais e improvisar um almoço (meus sinceros cumprimentos à Sadia, pois são as melhores e mais saborosas comidas congeladas!!!). Tinha mais gente trabalhando do que fazendo compras…

Bom para mim, ótimo para elas! Num momento de crise, onde o desemprego bate à porta de várias pessoas ao redor do mundo todo (mais recentemente, para mais de 4.000 funcionários da Embraer), bom saber que pelo menos alguns setores da economia continuam fortes!

Se tem três ramos de comércio que não param: é o ramo alimentício (ninguém deixa de comer, certo?), o ramo de saúde (ninguém deixa de ficar doente, certo?) e o ramo do entretenimento (ninguém deixa de se divertir, certo?).

Então, se tem algo que não vai falir são supermercados, farmácias & hospitais e motéis… nunca vi um estabelecimento desses fechar as portas, salvo, por absoluta inépcia do proprietário.

A gente não quer só comida…

Comprei 2 lasanhas congeladas, uma bandeja com 8 pedaços de peito de peru enrolados com fatias de bacon. Comprei um pote de sorvete de 2 litros de uma marca genérica e um pacote de biscoito Calypso da Nestlé (é o único Calypso que eu realmente gosto!!!). Total das compras? Quarenta reais

Eu poderia ter ido à um restaurante de comida à quilo, que certamente, gastaria muito menos, certo? Sim. Mas quem disse que havia boas opções em pleno feriado de Carnaval? Os que abriram as portas, estavam lotados.

Paguei mais caro pela comodidade de chegar às duas da tarde, de não enfrentar fila alguma, e principalmente, não ver uma viv’alma nos corredores se engalfinhando para consumir… Comprei, saí rápido dali e voltei para casa para cozinhar meus quitutes. Uma terapia…

Enquanto a lasanha assava e os pedaços de peru fritavam, eu li a Veja toda desta semana, analisando os fatos e me informando sobre a repercussão da “bombástica” entrevista do senador Jarbas Vasconcelos, na semana passada, à mesma revista.

Bom. Minha opinião sobre a linha editorial da Veja, resume-se em uma palavrinha: vaselina. Eles, numa mesma reportagem, criticaram o PMDB, PSDB, PT e PFL, os quatro maiores partidos políticos do Brasil. Vasculharam a vida financeira de uma dúzia de “políticos expoentes” e suas ligações com “estatais”.

Divagaram sobre como um partido político, abre mão dos seus “fundamentos ideológicos” – que em tese, deveriam ser sua Bíblia – para render-se à sedução do Poder e do Fisiologismo.

Mas e a própria Revista? Não quero falar nada. Façam assim: abram qualquer edição e Veja quantos anúncios de empresas estatatais (BB, Caixa, Petrobrás, Eletrobrás, etc, etc, etc.) estão lá. Mais ainda: faça uma comparação entre q quantidade de “páginas publicitárias” com “páginas de conteúdo”.

Novos tempos… novos meios. A gente não quer só comida: a gente também quer informação de qualidade!!!

Não me importo em pagar mais caro para comer algo bom. Mas, me importo em pagar quase 10 reais, para ver um monte de Spam Publicitário e as poucas páginas de conteúdo que restam, impregnadas de vaselina

A pipa do vovô não sobe mais…

É, minha gente: a pipa do vovô não sobe mais, mesmo!!! Para quem tem mais de trinta anos, vai lembra-se que foram os Titãs quem eternizou a expressão “que a gente não quer só comida…  a gente quer comida, diversão e arte”.

[curiosidade] Durante um tempo o nome da banda mudou para “Titãns” –  houve o acréscimo de um “n”. Na época, os integrantes justificaram que, devido ao advento da internet: para facilitar o registro do site da banda. Foi um fiasco publicitário para a imagem da banda (Hoje, eles acabaram adotando o http://www.titas.net como domínio oficial.

Alguns anos depois, sem Arnaldo Antunes e aquela verve verborrágica de outrora, o mesmo Titãns também eternizou outra expressão: “Domingo é sempre assim: quem não tá acostumado? É dia de descanso, não precisava tanto! É dia de desanso: programa Sílvio Santos“.

Não é de hoje que músicas sacramentam – no sentido literal de “sacralizar” – verdades incontestáveis, axiomas da vida cotidiana. Foi assim com as Casas Bahia na música dos Mamonas Assassinas; com a Pescaria na música do Bruno & Marrone; com Sílvio Santos, não poderia ser diferente!

Porém, daqui há alguns anos, as novas gerações ouvirão essa música do Titãs e perguntarão: “- Programa Sílvio Santos? Quem foi esse cara?”.

Não estou fazendo alarde… é conjectura acerca de uma constatação: o Ibope do Programa Sílvio Santos, definitivamente, foi para o beleléu

Não adianta por Maísa, nem as dançarinas de palco com aquelas placas ridículas escrito “comercial”, nem  mesmo aquela “viadagem” dele [segundo palavras do próprio Raul Gil] de ficar dizendo “ai ai ai ui ui ui” para as ‘gatinhas do auditório’.

Chega ser patético ver uma pessoa como Sílvio Santos, ter que apelar à subterfúgios como esses, para tentar “alavancar a audiência” de seu programa. Ele não precisa. O problema não está nele: está no público!

O público prefere ver a bunda e os peitos da Priscila do BBB9. do que ver um velho comunicador babando nas teens da platéia. “Pegadinhas” e “chavões”, hoje em dia, não sustentam a audiência de qualquer veículo de comunicação.

Eu que o diga: nesses dias de Carnaval, a audiência média diária – que girava em torno de 800 visitas – caiu para no máximo 400 visitas por dia. E mesmo assim, os tópicos mais vistos continuam sendo os que falam do BBB9 ou da surra da cantora Rihanna.

Falei que sinto saudades das vinhetas de fim-de-ano no SBT. E sentirei saudades, quando Silvio Santos morrer, e pararem as marchinhas de Carnaval.

Eu não sou corinthiano, mas aprendi a cantar “Doutor, eu não me engano, meu coração é Coritithiano” com ele. Hoje, mais do que nunca, sei o significado de ter “um coração corinthiano”: meu time vai disputar a 2ª divisão do Brasileirão (Vasco da Gama). E por pouco – muito pouco mesmo – a minha escola de samba no Rio não caiu também (a Mocidade Independente). Coração corinthiano é sinônimo para Coração Sofredor!!!

Saudades do tempo em que as marchinhas de Carnaval, falavam de sexo, de uma forma boba e maliciosamente implícita. Em épocas de axé, forró e funk, “pipa” virou sinônimo para outra coisa, que nada tem a ver com pênis…

Post-Scriptum – 1

Porém, entre todas as emissoras de TV aberta, o SBT foi a única que não usou da desculpa da “marolinha” (crise mundial) para DEMITIR funcionários. E foi além: tem exibido nos intervalos da programação, um filmete institucional, muito bacana.

O SBT produziu alguns vídeos – sobre como uma crise pode ser encarada como oportunidade  – à partir de pensamentos do cientista Albert Eistein: um judeu alemão, que à exemplo de Sílvio (que é um judeu brasileiro), soube aproveitar as crises pesssoais que a vida lhes deu e as souberam transformar em oportunidades ímpares.

Vejam os vídeos:

Post  Scriptum – 2:

O negócio da “crise no SBT” virou até tema de brincadeira de criança. É sério!!! Veja o vídeo abaixo… é um humor “infantil” e bobo. Mas de uma sinceridade extrema – coisa que só uma criança sabe ser!

Quer ler mais?

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1 Response to “Especial – 2009 começa pra valer”


  1. 1 Flábio
    27 de fevereiro de 2009 às 17:39

    Oi, Lombardi


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