12
mar
09

Especial: Oops… erramos!

Estamos de alma lavada...

A imprensa brasileira versus "o Poder"; e seus erros... Estamos de alma lavada!

Ah!!! Como é doce o sabor da vingança… Calma! Não trata-se de mesquinhez e rancor da minha parte. Eu posso me explicar…

Hoje eu recebi um fanzine do PavaBlog – este, por sua vez, citava o blog de Paulo Henrique Amorim, que por sua vez, citava o de Luis Nassif… este, por derradeiro, transcreveu erros de Veja. Nos comentários do blog de Nassif, alguém também citava os erros da Folha de S. Paulo.

Dolce far niente… não precisei fazer nada. Alguém já fez o serviço duro por mim!!!

Não é de hoje que eu venho descendo a lenha nos repórteres. Não bastasse o ar presunçoso de parte da imprensa… seus repórteres têm demonstrado – na recente democracia brasileira – uma forma equivocada de fazer jornalismo!

Sob o argumento de que “a imprensa é o Quarto Poder“, alguns meios de imprensas têm se levantado como porta-vozes da Democracia e do Povo Brasileiro. O problema é: até que ponto os jornalistas e os veículos de comunicação para quais trabalham, são realmente, isentos e imparciais?

Não vejo como! Sinceramente… é sabido que a imprensa brasileira sobrevive graças aos anunciantes. É só você dar uma rápida zapeada pelas páginas de uma revista, jornal ou portal de notícias, que você vai ver: estão lá os irritantes – mas necessários – anúncios publicitários!

Tem de tudo: de carrão do ano à creme pra tirar rugas, passando pelo último lançamento em DVD e prestação de contas daquela estatal… OPA! Eu disse ESTATAL? Sim… eu disse!

Não se iludam: nenhum jornalista é santo!!! E quem o é – num meio tão ardiloso e pueril – está fadado ao obscurantismo e insucesso, relegado à pautas de menos importância. Talvez isso explique porquê os jornalistas de hoje em dia, NÃO TEM MAIS COMPROMISSO COM A PRINCIPAL PARTE INTERESSADA NO PROCESSO: o destinatário da comunicação!

Sua excelência, o leitor??

Esqueça essa velha máxima do jornalismo! Isto ficou para trás… hoje em dia, a realidade nas redações jornalísticas pisoteam sobre essa antiguada MAS CORRETA regra-de-ouro!

O processo de comunicação tem dois sujeitos – O EMISSOR e o RECECPTOR –  e um objeto: o fato. O destinatário de tudo é o leitor (receptor) que vai tomar conhecimento da notícia (fato) através do produto jornalístico (meio de imprensa) utilizado pelo jornalista (emissor) para publicar sua matéria.

Sem fato, não há o que se noticiar; porém: onde estão os fatos jornalísticos? Simples: estão ao nosso redor, no dia-a-dia. Tudo é fato, é matéria-prima prum bom jornalista desenvolver o processo de comunicação.

Jesus Cristo, quando anunciava “boas novas”, era um excelente repórter: através das parábolas, comunicava ao povo as boas notícias . Ele tinha o melhor “fato jornalístico” –  a salvação – e usou um discurso mais atraente, mais eficaz, que atingiu muito mais pessoas que a linguagem arcaica e obscura dos escribas e fariseus.

Carlos Drummond de Andrade – o poeta – falou certa vez da pedra no meio do caminho… Sim, “uma pedra”, virou matéria-prima de poesia. Mas bem poderia ser uma reportagem de capa: “PEDRAS NO CAMINHO… Saiba como retirá-las e transformar ocasião de queda em trampolim para a vida“.

A mídia de hoje prima por fatos jornalísticos que causem impacto… chama-se este fenômeno de “sensacionalismo”. Mas afinal: o que é isso?

Quando postamos fotos da Priscila do BBB9, no blog, também usamos mão desse recurso: transformamos um fato totalmente irrelevante, mas cujo apelo junto ao grande público é certo. Se Priscila não estivesse no Big Brother, certamente, tais matérias não despertassem qualquer curiosidade na maioria das pessoas…

Isto é o sensacionalismo jornalístico: priorizam-se fatos que causem IMPACTO nas pessoas, seja pelo grau de pitoresco, inusitado ou revoltante.

Notaram como falar de pedofilia é a última moda na imprensa? A ponto de reduzirem o debate de um tema tão delicado e uma realidade tão cruel, a um “simulacro” de discussão. Um exemplo mais recente: o caso da menina de 9 anos e do aborto a qual ela foi submetida.  Falou-se de TUDO: que o padrastro era um pedófilo, que a equipe médica foi excomungada… Mas NINGUEM atentou-se para o fato que realmente importava: E A CRIANÇA? Como ela vai ficar depois de tudo isso?

Eis a face mais sórdida da imprensa: os anônimos e famosos, são exacrados publicamente, sem mesmo terem a chance de provar sua inocência. NÃO EXISTE UM QUARTO PODER: até que alterem a Constituição, a antiga fórmula montesquiana continua valendo. Só existem três poderes constituídos: Executivo, Legistativo e Judiciário!

Investigar, Fiscalizar e Condenar, são atribuições dos PODERES LEGALMENTE CONSTITUÍDOS. A imprensa deve apenas limitar-se a INFORMAR. Não é “tarefa pouca”; muito pelo contrário, é um desafio tremendo…

Não basta apenas “noticiar o fato”; deve-se fazê-lo de forma ISENTA, RESPONSÁVEL e INTELIGENTE. Parecem que a pressa em divulgar fatos sensacionalistas, levam os jornalistas a cometerem erros grassos. Quando tais erros permanecem no campo do engraçado e ridículo, até dá pra relevar. O problema é quando não dá para se REPARAR a informação equivocada e o estrago já está feito.

Mas este texto não é sobre isso…  quero falar de coisas leves. Deixo para vocês – sua excelência, o Leitor – a incubência de analisar os textos, os sujeitos envolvidos, a maneira como foi divulgada a notícia… e cada qual, tirar sua própria conclusão do fato. Isto deveria ser o papel do jornalista.

Os futuros jornalistas – que ainda estão nas carteiras das universidades – deveriam esforçar-se em serem menos arrogantes e prepotentes. Poderiam começar, aprendendo a falar e escrevem em um BOM português. Isto já seria um grande passo… porque não tem coisa pior do que um repórter arrogante e SEMI-ANALFABETO!

Em seguida, seria interessante, aprender GEOGRAFIA e HISTÓRIA. Mas não precisa ser um expert ou P.h.D no assunto. Basta se dar o trabalho de consultar os livros do 2º grau (ensino médio ou cursinho) e relembrar (ou aprender… nunca é tarde para isso, né mesmo?) personagens, fatos, localidades, contextos…

Daí, umas lições de ECONOMIA. Nada  de muito complicado: só entender como funciona o tal Mercado Capitalista e suas estruturas maquiavélicas e dominadoras. Falariam menos besteiras e seriam “menos tapados”. Tá certo que quase ninguém lê matérias de economia e finanças: mas porque será? Eu leio!!!

Às vezes, tenho a impressão de que, quem escreve reportagens de economia e finanças, não é um jornalista! A linguagem rebuscada, a linha de raciocínio óbvia (apenas para quem já é do ramo… porque pra maioria dos mortais, é difícil entender o que é um sub-prime, spread e superávit), e principalmente, o fato de não dizer nada de útil para a vida cotidiana.

Isto mudou, é verdade… hoje têm-se matérias bem mais acessíveis ao grande público. Porém, lamento que essa acessibilidade seja mais uma NECESSIDADE MERCADOLÓGICA do que intencional. Explico: os mais economicamente favorecidos e esclarecidos, quando viram que a internet e livros são meios mais “fidedignos” de informação, simplesmente deixaram de comprar ou assinar revistas e jornais.

Para sobreviverem à  iminente falência, os jornais e revistaram, voltaram suas armas para outro público: a grande MASSA. A maioria do povo brasileiro tem um nível cultural, educacional e crítico muito baixo. Isto foi um problema no início, pois os jornalistas tiveram que “descer a um nível mais baixo”. Mas depois, revelou-se este fato ser um grande trunfo para os meios de imprensa!

Tendo a maioria dos leitores em suas mãos – e a maioria, repito, é ignorante e incapaz de pensar e questionar a veracidade das informações – os jornais, revistas, sites e programas de TV, tornaram-se instrumentos de MANIPULAÇÃO.

Voltando ao nosso argumento: quem é hoje, o maior e mais interessante, “anunciante publicitário”? Eu respondo: o GOVERNO! Em tempos de crise financeira em que multinacionais sucumbiram à hecatombe do mercado financeiro e à excassez de recursos,  os governos FEDERAL, estaduais e municipais, tornaram-se os PRINCIPAIS ANUNCIANTES de publicidade desses meios, garantindo-lhes, portanto, a sobrevivência em tempos de crise.

Só que o governo que outrora era o alvo de denúncias e investigações por parte desses meios de imprensa, é o mesmo que através de empresas públicas estatais ou de capital misto, injetam recursos consideráveis nas veias desses veículos de comunicação. Ou quando não, acabam emprestando – de forma oficial e subsidiada – quantias milionárias para salvarem as esquálidas empresas jornalísticas.

Querem saber? Orgulho-me deste blog não ter NENHUMA publicidade. Isto dá a oportunidade de ser imparcial e independente. Mas nem por isso, viramos atiradores da Geni: tacando pedra em tudo e em todos. Fica aqui a lição: além de IMPARCIALIDADE, o bom jornalista tem que ter INTELIGÊNCIA e RESPONSABILIDADE.

Fontes jornalísticas.

  • Paulo Henrique Amorim, segundo a descrição no seu blog, “é jornalista desde quando os bichos falavam. Trabalhou na Manchete, Abril, Jornal do Brasil, Globo, Bandeirantes, Cultura, está na Record; foi do Zaz, Terra, UOL, iG e hoje é responsável por este portal independente, localizado em algum ponto da WEB 2.0 “.Portanto, não esperem ler no seu blog quaisquer notícias envolvendo a Igreja Universal, o bispo Macedo e seus comandados, ou do “jornalismo de primeira” da TV Record e suas afiliadas. Mas, a matéria em que ele falou dos erros jornalísticos – afinal, pimenta no c* dos outros é refresco…  – é bem interessante: http://www2.paulohenriqueamorim.com.br/?p=7021

  • Luis Nassif: ele tem “dois” sites. Um blog hospedado no IG e outro blog hospedado no GooglePages. Não tenho maiores informações sobre ele; a não ser, ao fato de que ele parece propor um jornalismo mais independente e dinâmico.Quando eu disse “parece”, é que não ficou claro o porquê dele mirar suas críticas em dois dos maiores veículos de informação do país: a Folha de São Paulo e a  revista Veja. Mas já que ele o fez, muito obrigado, Nassif… você falou o que EU e MILHARES de brasileiros gostariam de ter dito.

    A diferença é que não temos “calibre financeiro e psicológico” para nos embrenharmos numa luta hercúlea como essa. Seríamos Davi lutando contra vários Golias: com a certeza de que não teríamos Deus a nosso favor.

  • Diogo Mainardi: segundo ele mesmo – o próprio Mainardi – e Luis Nassif, Diogo é um kamikaze jornalista. Seu papel é meter a boca no trombone. Ninguém se iluda: Diogo não é um lunático – sem qualquer trocadilho com o presidente . Ele sabe o que fala, para quem ele fala e PORQUE ele fala.

Mas, só fico “meio receoso” com o fato de Nassif ser articulista do IG, portal que era ligado à Brasil Telecom, que foi recentemente incorporada pela OI (antiga Telemar).

Segundo Mainardi, a Brasil Telecom era gerida pelo Oportunity (de Daniel Dantas, o banqueiro… nada vez com o ator homônimo!). A Telemar queria comprar a BrT, mas não podia, por dois motivos: precisava alterar a Lei de Outorgas de Concessões (que foi aprovada em dezembro de 2008) para permitir a fusão; e era necessário tirar Dantas do comando da BrT.

A Previ – fundo de pensão do Banco do Brasil – principal acionista da BrT, arregimentou uma virada de mesa e tiraram Dantas da presidência da Brasil Telecom. Isto, segundo Mainardi.

O resto da história, todos já sabemos: operação Satriagaha, Daniel preso, Daniel solto, Gilmar Mendes grampeado, Daniel preso novamente, Protógenes investigado pela própria PF, e Veja publicando, tudo isso, com exclusividade… isto, segundo Nassif.

Segundo Mainardi, o filho do presidente teria recebido da Telemar, através da Gamecorp, uma mesada de 50 mil reais por mês. Depois disso, a Gamecorp foi vendida. A Gamecorp também arrendeu o Canal 21, que era da Band, na Capital Paulistana. Como a Lei de outorgas não permitia que um mesmo grupo/dono operasse dois canais num mesmo lugar, a Gamecorp arrendou da Band e subarrendou pra Igreja do Poder Mundial de Deus.

A Record tinha a TV Mulher e retirou-a do ar, colocando a Record News. A Globo esperneou e nada adiantou. Paulo Henrique Amorim é jornalista da Record.

A SKY – ligada à Globo – retirou do ar o sinal da MTV, que é do grupo Abril (donos de Veja). A Band protestou, questinando o monopólio do serviço de assinatura (a DirecTV, principal concorrente da Sky e cujo um dos sócios era a Abril, acabou sendo comprada pela própria Sky).

Entrou a Record News no ar, descobriram a “locação do Canal21” à Gamecorp, e parou-se de falar sobre o assunto. Isto, segundo Mainardi.

A Globo no seu noticiário afirmou que o grampo de Gilmar foi produzido durante a Operação Satiagraha; seria uma manipulação dos fatos de Ali Khamel (diretor de jornalismo da Globo), em conluio com Veja e Gilmar Mendes… Isto, segundo Nassif.

Afinal: em quem acreditamos? Com tanta coisa mal explicada e tantos interesses em jogo, é dificil você tomar partido de alguém. No mais, cada qual, deve tirar sua própria conclusão dos fatos.

Pérolas do tipo “Ops… erramos”:

A cereja do sorvete:

Bom. O cenário é esse:

Segundo Nassif: Veja está alinhavada à Gilmar Mendes, a Daniel Dantas, à Demostenes Torres e aos Democratas. O DEM, por sua vez, está ligado ao espólio político de ACM, Sarney e Collor, que estão ligados à Globo, através das TVs na Bahia, Alagoas e Maranhão.

Segundo Mainardi: Daniel Dantas foi perseguido pelos petistas, ligados à Zé Dirceu e à Telemar (Oi/Brasil Telecom). A título de curiosidade, digite “www.zedirceu.com.br” e constate: o blog é hospedado pelo IG. Que estaria ligado à BrasilTelecom, e consequentemente, à OI/Telemar.

Bom… se eu não posso confiar em Veja/Folha (que são parceiros no UOL) nem no IG (que é parceiro da OI/BrT), nem da Globo, nem da Band, nem da Record… quem sobra?

SBT… que eu sei que é do Silvio Santos e do Baú. E o Terra. Acabou né?

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