28
mar
09

Comportamento: não se fazem mais crianças como antigamente…

mzn-garoto-de-13-anos-que-e-pai

Ooops, The Sun: the "baby-faced boy" Alfie NOT IS father at Thirteen!

Quem lembra dessa notícia aqui do lado? Daquele garoto inglês — que apesar de  ter 13 anos, parecia ter bem menos… tanto que a matéria do The Sun foi “Garoto com cara-de-bebê Alfie Patten é pai aos 13”. Pois bem: o baby-faced boy foi exposto para o mundo todo como sendo o mais jovem pai do Reino Unido!

Na época dos fatos, me abstive de falar qualquer coisas sobre o assunto, até porque eu tinha certeza de uma coisa: todo aquele estardalhaço era apenas um engodo jornalístico, com o único propósito de fazer sensacionalismo barato para vender notícia.

A Polícia Britânica apurou que a “mãe” — uma britânica de apenas 15 anos, que parece ter 15 mesmo — teria se relacionado sexualmente com pelo menos mais 5 garotos. Ou seja: além de terem exposto a garota à exacração mundial, ainda por cima, a Polícia insinou que a guria era uma… como posso dizer isto, de uma forma politicamente correta? Bom, eu achei um sinônimo: valdevina!

Pois bem: fizeram exame de DNA com o bebê e os garotos que tiveram um envolvimento com a mãe. [PS: para quem não sabe, DNA significa Áxido Desoxirribonucléico. Bom, eu ACHO que pelo novo acordo ortográfico, não leva mais acento agudo no ÉI, por ser paroxítona terminada em ditongo aberto, certo?  Nem leva hífen, pois o R é duplo: chama-se isto de dígrafo]

Ah sim: qual o resultado do exame de DNA? Você viu a imprensa divulgá-lo, da mesma forma, com que alardearam a notícia da gravidez? Aposto que não! O resultado do DNA foi: o menino da foto NÃO É O PAI DO BEBÊ, segundo o UOL, um dos poucos sites que divulgaram o desfecho da história.

E aqui no Brasil? A garota de Pernambuco…

Agora sim. Passado o “calor da polêmica” que a imprensa causou em cima do assunto, as autoridades de Pernambuco indiciaram a mãe da garota de 9 anos por negligência, conforme matéria no UOL.

Frisamos que, indiciamento significa apenas — do ponto de vista jurídico — que a Polícia irá apurar se a mãe agiu ou não com negligência. Portanto, a mãe não foi culpada por nada ainda. A delegacia está conduzindo as investigações e irá concluir o Inquérito Policial para remeter as provas colhidas ao Ministério Público Estadual, que convencendo-se da existência de indícios de negligência da mãe, deverá apresentar Denúncia e iniciar uma Ação Penal na Justiça.

Não é de hoje que sustentamos a PARCELA DE RESPONSABILIDADE QUE OS PAIS TÊM nos milhares de casos semelhantes à esse, tanto naqueles que vêm à público, sensacionalizados pela imprensa, quanto naqueles que permanecem silenciosamente anônimos, no dia-a-dia dos envolvidos.

Mas também, temos que REFLETIR: e o papel do ESTADO e da SOCIEDADE? O que as crianças e adolescentes têm visto na Televisão, nas Revistas, no Cinema… nas baladas (que os pais permitem que eles(as) frequentem)?

Bom. Daí eu vejo no mesmo UOL, a reprodução de uma matéria do The New York Times falando que no Brasil, o debate sobre o aborto à medida que aumentam casos de abuso contra meninas. Ué? Afinal, qual é a imagem que o Brasil tem lá fora?

Será que é esta: “Atenção, todo mundo! Aqui é um país onde nossas crianças e adolescentes são estuprados, abusados e sevisciados… E a coisa tá tão feia, que o aborto precisa ser legalizado para solucionar estes casos“.

É isto mesmo? Ou será que os os argumentos como o que “a mulher tem direito de fazer o que quiser com seu próprio corpo” se tornaram frágeis demais para defender a BANALIZAÇÃO do aborto no Brasil? Agora estão arrumando um argumento “mais grave e preocupante”! Afinal: são crianças que estão engravidando!

Acho que a coisa tá feia é no mundo inteiro: o caso da menina britânica é apenas uma amostra grátis que a infância e adolescência estão sendo corrompidas, em países supostamente “democráticos” e cujo o Estado Laico, tem a função de proteger e zelar pela integridades delas…

E não se enganem: não é privilégio só de países do 3º mundo, seja o Brasil, África ou Indonésia. Nos Estados Unidos — país onde o The New York Times é feito — a proporção é ainda pior! Só que eles não divulgam. E o que fazer?

Será que a idéia é: “vamos legalizar o aborto em países como o Brasil”. Porque daí, eles — os países ricos —  mantém a proibição do aborto em suas leis (posando de politicamente corretos para o mundo), conquanto, que eles tenham uma “opção” para mandarem suas adolescentes grávidas, quando precisarem abortar?

Veja só o mundo islâmico: apesar da poligamia, dos casamentos arranjados ainda na infância e da forte submissão das mulheres, alguém ouve dizer sobre abuso de crianças? Se lá, um simples ladrão de feira tem a mão amputada quando pego em flagrante, imagina o que aconteceria com um abusador?

Bom. Daí passou no Jornal Hoje — que é veiculado no horário do almoço, onde o público prioritariamente é formado por mulheres (mães) e crianças e adolescentes (filhos) — com a seguinte reportagem:

Estatísticas obscuras

A apresentadora Sandra Annemberg anuncia a matéria com o seguinte texto: “Computador no quarto da criança: um cenário perfeito para um crime. Do outro lado, pode estar o agressor. Os especialistas revelam que é nas páginas de relacionamento que acontecem 80% (oitenta por cento) dos casos de pedofilia pela internet“. (grifo nosso). Clique na foto abaixo para assistir ao vídeo da reportagem.

mzn-jh

Clique na imagem para assitir o vídeo da reportagem.

E então: assistiram ao vídeo? Nós selecionamos essa cena (ao lado) para fazer um pequeno “exercício” de estatística. Acompanhe nosso raciocínio:

5.148 denúncias equivalem a 100%
1.872 em site de relacionamentos equivale a “x”%.

Façamos uma regra de três simples e obteremos que o percentual de denúncias relativas à sites de relacionamento (provavelmente, o Orkut) equivale a 36%.

Ou seja: de onde tiraram os tais OITENTA POR CENTO que foi anunciado antes da matéria ir ao ar? Será mesmo a maioria? Ou tem algum outro fato que tenha tido uma porcentagem maior que 36%?

A “pesquisa” não ficou clara: não foi publicado os demais índices para fins de comparação.

Entenderam? São essas distorções ou incorreções na forma com que as notícias são dadas que acaba criando um falso entendimento — para não se dizer um clima de histeria coletiva — acerca deste assunto.

No site da própria Safernet — a mesma ONG que forneceu os dados à emissora — publica a reprodução de uma matéria da revista “Veja” cuja manchete é a seguinte: “A maioria dos molestadores sexuais de crianças tem a confiança das vítimas: são seus pais, padrastos ou parentes“.

Afinal: segundo a matéria da TV, a maioria dos casos acontece no Orkut; segundo a revista, acontece dentro de casa. EM QUEM NÓS DEVEMOS ACREDITAR?

O debate é sério e a população precisa ser esclarecida com fatos verdadeiros. Isto porque, é uma certa unanimidade entre os veículos de imprensa, tratar apenas dos casos de abuso — porque, como dissemos, são pautas sensacionalistas que vendem audiência.

Mas os casos de abusos representam QUANTOS POR CENTO do total de casos de crianças e adolescentes que têm sua infância e inocência roubadas cada vez mais cedo?

O caso da garota de 11 anos do Rio Grande do Sul, que enquanto praticava sexo com um garoto de 14 anos, deixou-se filmar por outros dois garotos (também menores de idade) e teve o vídeo publicado na internet, é um retrato de uma realidade cada vez mais flagrante nas ruas do Brasil e do mundo. E que a SOCIEDADE e as AUTORIDADES, simplesmente ignoram.

Não é preciso ir longe. Saia para qualquer “balada”: pode ser barzinho, shows ou boates. Faça uma rápida enquete entre os frequentadores e certamente irá constatar: a maioria é menor de idade.

E eles estão lá: expostos à bebida alcoólicas (vendidas para eles sem quaisquer restrições), às drogas (preferencialmente, as sintéticas, como o ecstasy e alucinógenas, como a maconha e o LSD) oferecidas gratuitamente e às batidas frenéticas, alucinantes e ensurdecedoras de músicas trancy, Psy e Funkaté mesmo ritmos como o sertanejo ganharam versões mais “batidonas” com letras que estimulam anti-valores, como o beber, cair, levantar!

O somatório de todos esses elementos — bebida + drogas + música — resulta inoxeravelmente numa equação: sexo. Os jovens são levados por uma euforia propositalmente oferecida e deixada à sua disposição. Some à isso, a companhia de amigos e amigas, que incentivam à fazer coisas arriscadas e proibidas — porque o proibido é mais gostoso, certo?

E onde os pais estão, nessa hora? Em casa, dormindo… Como se tudo fosse normal. Afinal, no outro dia, eles têm que levantar cedo para trabalhar. E seus filhos ficarão em casas, sozinhos, para assistir o que quiser na TV, ver o que quiser na internet e fazer o que quiser. Afinal: quem está cuidando deles? A resposta é: ninguém!

Anúncios

1 Response to “Comportamento: não se fazem mais crianças como antigamente…”



Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


Pessoas já leram MZN News:

  • 325,172 hits

SOS Nordeste

Categorias de Matérias

Quer procurar alguma coisa no Blog?

Digite no campo abaixo palavras chaves (tags) para encontrar nas matérias já publicadas

Arquivos

Expediente

Editor e Articulista:
Mazinho Almeida
Colaboradoras:
Fládima Christofari (Campo Grande -MS)
Helen Mariana (Curitiba-PR)
Cartas à Redação:
Para corresponder com nosso blog, além dos comentários, envie e-mail para o endereço mznnews.redacao@gmail.com

%d blogueiros gostam disto: