25
abr
09

Comportamento: um crime motivado pelo Orkut

Crimes "virtuais" começam a ter consequências "reais"...

Crimes "virtuais" começam a ter consequências "reais"...

O Orkut — pelo menos, no Brasil — é sinônimo para “rede virtual de relacionamentos”. Há pelo menos 5 anos eu faço parte da comunidade Orkutiana (ou Orkuteira… fique à vontade para  chamar do jeito que preferir!).

Não obstante a verdadeira “cortina de fumaça” armada pela mídia em torno da CPI mais midiática que eu vi até hoje, os crimes virtuais têm crescido em quantidade… porém, quando comparados com a quantidade de crimes “reais”, o ambiente virtual ainda é um Jardim do Édem.

Afinal, a pergunta que se faz é: por que, apesar de a ocorrência de crimes virtuais ser menor que dos crimes comuns, eles ainda chocam tanto?

No dia 13 de Março de 2009, em Campo Grande (MS), o assassinato de uma policial civil, foi o exemplo mais recente de quanto às consequências que “relacionamentos virtuais” podem ter na “vida real”.

Após 1 mês de investigações, a Polícia Civil de MS apurou que a morte da agente de polícia Elaine Yamazaki, não foi um latrocínio ou assassinato por encomenda. Segundo o delegado Fabiano Castaldi, em matéria do Campo Grande News,  o acusado de cometer o crime é o também policial civil Cleideval Antonio Vasques. O que discute-se ainda, é qual teria sido a “motivação” do homicídio.

O acusado, apesar de confessar ter dado o diro que vitimou a policial, alega que o tiro foi “acidental”. Já o viúvo e a polícia insistem na tese de que a motivação foi “passional”:

mzn-crime-orkut

Se realmente a tese da Polícia se comprovar, este fato demonstra uma REALIDADE que se descortina antes os olhos pávidos da Sociedade: o que fazer diante desses casos?

A internet é um divisor de águas para a História da Civilização; as relações humanas, em todos os seus aspectos (social, econômico, político, afetivo, etc), estão sendo revolucionados pela chamada Sociedade Digital. Como encontrar a “dosagem certa”? O equilíbrio?

Se com a internet, coisas boas vieram — como a democratização do acesso ao conhecimento, a quebra de barreiras físicas (como a distância e o tempo), a possibilidade de interação, a liberdade de expressão entre tantas — de outro modo, um “lado obscuro” da humanidade veio à tona: homofobismo, nazismo, terrorismo, fanatismo, erotismo sodomizado (em todas as modalidades possíveis de sexo, desde a mais bizarra às mais repugnantes).

O que fazer? A questão é elaborar leis mais duras? OU saber aplicar às que já existem aos casos que acontecem? Ou ainda: ir além?

É preciso repensar a forma de “pensar” a vida em sociedade, num mundo onde não é possível o controle absoluto do cotidiano de cada indivíduo — apesar de, hoje em dia, cada vez mais tecnologias permitirem “rastrear” os hábitos e passos dos seres vivos.

Se as mais sombrias e fictícias previsões de George Orwell se confirmarem, será que realmente “O Grande Irmão” existirá e conseguirá ser Onipresente, Onipotente e Oniciente? Será que todo o mundo se tornará uma Matrix. Será preciso que Jesus Cristo voltará pela 2ª vez, para livrar a Humanidade do julgo da escravidão cega e servil ao Sistema?

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