07
maio
09

Comportamento: Prefeito de Campo Grande (MS) é vítima de assalto

A

Prefeito de Campo Grande (MS) foi assaltado e agredido dentro de sua própria casa

Ontem, quando fui dormir já quase amanhecia o dia. Por isso, acabei acordando já era mais de 1 da tarde. Enquanto tomava meu “café-da-manhã” (?), liguei a TV e o jornal local noticiava: “assalto à Casa do Prefeito”.

Bandidos, no fim da noite de 05 de Maio, renderam dois funcionários, invadiram sua casa e mantiveram refém o prefeito Nelson Trad Filho sob a mira de armas. O prefeito teve as mãos amarradas e foi alvo de ameaças psicológicas.

Segundo o Campo Grande News — uma dúvida: por que eles perderam o domínio “www.campogrande.com”??? — nada de valor foi levado da residência:

A esposa, Antonieta Trad e o filho, Nelsinho Neto, não estavam no local. Ao saber do crime, a primeira-dama não “perdeu o equilíbrio”, diz o marido. “Meu filho estava na aula de jiu-jitsu e Antonieta é muito corajosa, quando soube ficou forte ao meu lado”. Nelsinho conta que no momento da invasão já teve a certeza de que o assalto tinha “endereço certo”.

Os quatro homens que surpreenderam Nelsinho, enquanto ele fazia a barba, entraram chamando seu nome. “Era para mim, não foi aleatório. Eles diziam: você é o poderoso, o must”.

O prefeito elogia o trabalho da Polícia, que enviou quatro delegados à casa depois do roubo, acompanhados pelo próprio secretário de Segurança do Estado, Wantuir Jacini. “Dei detalhes sobre o crime, a equipe da perícia também tirou fotos de tudo, pegaram digitais. Tenho confiança que vamos descobrir quem foi”.

Os homens levaram jóias de Antonieta Trad e “gavetas” com fotos. Uma versão levantada ontem, é que os bandidos levaram fotos para provar que o assalto foi consumado na casa do prefeito.

Bom. O que mais me chamou a atenção nesse episódio?

1. O site divulgou o endereço e a foto da casa do prefeito: rua da Paz com rua Paraíba.

Como divulgam o endereço do Prefeito, dessa forma? É expor ainda mais a PESSOA e a FAMILIA do Nelsinho “cidadão”. Bom lembrar que, há algumas quadra dali, reside também o Governador do Estado (mas ninguém divulga onde… o que é correto, no meu entender!);

2. Apesar do adiantado da hora, só havia o prefeito e dois servidores de sua confiança:

Esse fato remete a muitas hipóteses, que cabe a Polícia esclarecer. Mas que é estranho, isto é!

3. A ausência de circuito de TV e outros aparatos de segurança:

Alguém consegue explicar como é que, uma casa situada num bairro nobre — e bastante visado por bandidos — possa NÃO TER muros? Cerca Elétrica? Circuito Interno e Externo de TV? Vigilância particular?

Afinal,  querendo ou não, o Nelsinho Trad é “Prefeito” 24 horas por dia. Sendo assim, ter uma guarnição da Polícia Militar ou Guarda Municipal de prontidão em sua casa, me parece que seria razoável e admissível. Não seria um despalpério, pois, para uma “pessoa pública”, segurança pública. É o que eu acho.

4. Quatro delegados e o Secretario de Justica foram à Casa do Prefeito?

A pergunta que eu faço nesse caso: se tivesse sido vítima um “cidadão comum”, haveria todo esse aparato policial? Penso que não. Qualquer um sabe que em Campo Grande, apenas DUAS delegacias funcionam em regime de Plantão 24 horas, com número reduzido de Delegados e Agentes de Polícia… isso, num fim-de-semana!!! Onde teoricamente, o índice de criminalidade é sempre maior.

Outra questão: o que é mais barato? PREVINIR um crime antes ou REMEDIAR depois que já aconteceu? Como a lógica — na minha opinião, uma lógica burra — é “solucionar o crime depois que ele acontece”, algo me ocorre. Se quatro delegados estavam lá, eles saíram de algum lugar, certo?

Teriam sido acordados no meio da noite? Estavam de plantão? Se estavam de plantão, significa que eles “largaram” as respectivas delegacias e ocorrências para ir lá? Pra mim, pegou mal. Bastavam apenas 1 delegado e o Secretário de Justiça.

Teoria Conspiratória?

Esse episodio nao aconteceu em boa hora: às vésperas da divulgação da lista das cidades que serão contempladas como sedes e subsedes da Copa 2014, pensem no impacto dessa notícia!

“Se até a casa do Prefeito da Capital, foi assaltada… e ele próprio, foi mantido refém: e os cidadãos comuns?” perguntarão os mais céticos e desfavoráveis à realização da Copa em Campo Grande. Esta notícia, em âmbito nacional, pode passar a impressão  de que Campo Grande não é uma cidade segura. O que é uma visão completamente distorcida…

Campo Grande mantém um “quê” de cidade do interior — ainda há bairros, onde os vizinhos se conhecem pelo nome.

Essa “tranquilidade” aparente, acaba condicionando os moradores de Campo Grande à “agirem” como se estivesse morando numa pacata cidade interiorana, “relaxando” nas precauções básicas de segurança pessoal e patrimonial.

Moradores de Cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte —  exemplo de cidades que receberão a Copa — já estão habituados com a violência cotidiana.

Para eles, algumas atitudes simples são praticamente “instintivas”: olhar pros dois lados antes de entrar em casa, construir muros altos, cercas elétricas, contratar vigilantes de rua, andar de carro com vidros fechado (principalmente à noite). Lá, mulheres que dirigem, evitam andarem sozinhas (são alvos fáceis para criminosos), não deixam suas bolsas “à vista” no banco do carona, etc.

Os níveis de violência em Campo Grande ainda estão muito distantes dessas cidades — até mesmo, da concorrente direta, Cuiabá (MT).

As autoridades sabem que em Campo Grande existem “bolsões de marginalidade”, concentrados em bairros da periferia, que são carentes de infraestrutura básica — asfalto, iluminação pública, policiamento, postos de saúde 24 horas — fatores que acabam favorecendo à diminuição da criminalidade, por agir dentro da premissa básica de “que a ocasião faz o ladrão”. Reduzindo-se os fatores “facilitadores” para os criminosos, a tendência da ocorrência de crimes é cair.

Na Cidade Morena, é sabido que a maioria dos crimes (roubos/furtos/sequestro relâmpagos) acontecem  “no centro”, mas são cometidos por indivíduos provenientes desses “bolsões”.

Os bandidos saem de seus bairros e vão para o centro — roubar/assaltar/sequestar — para depois, voltarem tranquilamente para a sua residência, quase sempre, em bairros distantes, escuros e mal policiados.

Ou a logística do combate ao crime cotidiano muda com esse episódio… ou, em pouco tempo, veremos Campo Grande se transformar em uma cidade violenta.

O que me faz pensar: até que ponto esse crime pode não ter como base uma “teoria conspiratória”? Será que essa ordem pode ter saído de grupos ligados à interesse contrários à realização da Copa 2014, aqui, em Mato Grosso do Sul?

Importando criminalidade

Há uma diferença básica da criminalidade de Campo Grande: aqui, a questão geográfica não justifica a existência de morros e favelas (como no Rio) ou de falta de espaço para habitação (como em São Paulo).

Com a iminência da escolha de Campo Grande para ser uma Subsede na Copa em 2014, a situação tende a se agravar!

O aumento recente dos índices de violência na Capital do MS com a presença do Presídio Federal de Segurança Máxima, NÃO são “mera coincidência”. Desde o “anúncio” da obra — frise-se que o próprio Prefeito Trad foi um dos  principais defensores da construção da Penitenciária — e a presença de “presos ilustres” (líderes criminosos de alta periculosidade), toda uma “logística” têm se estabelecido para propiciar assistência à eles.

Desde familiares à comparsas, passando por advogados, muitas pessoas têm migrado de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro para Campo Grande. E trazem consigo, um pouco do know how na  prática de crimes cotidianos — como assaltos, sequestros e furtos.

O Governador e o Prefeito têm em suas mãos, uma oportunidade ímpar: se souberem dar uma resposta rápida e enérgica ao crime, mudarem a logística da Segurança Pública e investir numa campanha publicitária de Campo Grande — em nível nacional — certamente, conseguirão reverter “o estrago” feito na imagem da cidade.

Soma-se à isso, a presença e a possível filmagem de um filme de Brad Pitt em terras sul-matogrossensses… tem tudo para dar certo.

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