25
jul
09

Esportes: Acidente de Felipe Massa na F1

Felipe Massa logo após o acidente, no momento que era retirado do carro: lembranças de Ímola em 1994

Felipe Massa logo após o acidente, no momento que era retirado do carro: lembranças de Ímola em 1994

O acidente com o piloto brasileiro de F1, Felipe Massa, nos treinos livros deste sábado (dia 25) para o GP da Hungria, ocuparam as manchetes do dia em todos os telejornais e sites da internet.

Na semana passada, outro acidente — muito parecido com o que Massa sofreu — já ocupara os noticiários: Henry Surtees, com 18 anos, morreu em decorrência das lesões sofridas durante uma etapa da F2 em Brands Hatch, na Inglaterra.

O acidente de Surtees e de Massa reacendem a polêmica sobre a segurança do automobilismo, especialmente, das categorias envolvendo a FIA e a Fórmula 1.

A semelhança entre os dois acidentes, remete imediatamente, às circunstâncias do acidente que vitimou o piloto Ayrton Senna, há 15 anos atrás, quando partes da barra de direção atravessaram o capacete e atingiram seu crânio, provocando sua morte.

A morte ronda a Fórmula 1?

Todo piloto de automobilismo e motovelocidade sabem o risco que correm toda vez que disputa uma corrida… mas seriam eles, verdadeiros kamikazes? A resposta é não. Esses campeonatos são verdadeiros “laboratórios”, onde tecnologias de materiais e de segurança são testados à exaustão, antes que invadam nossa vida, no dia-a-dia, nos carros e motos que pilotamos pelas ruas.

Mas por qual motivo o acidente de Felipe Massa causou tanto frison? Simples: se você tem menos de 15 anos, não se lembrará do fatídico dia 1º de Maio de 2004. Naquele domingo, feriado internacional, milhões de trabalhadores brasileiros e do mundo todo, assistiam ao GP de San Marino, disputado no circuito de Ímola.

Os últimos acontecimentos despertaram as lembranças daqueles que, assistiram atônitos naquele fim-de-semana — considerado por muitos o mais “sombrio” de toda a história da Fórmula 1 — uma sequência de acidentes graves, com um saldo de 2 (dois) pilotos mortos e várias pessoas fora-da-pista (mecânicos e torcedores) feridas.

Naquele fim-de-semana de 1994, Rubens Barrichello, nos treinos livres da 6ª feira, “saiu de lado” e voou — literalmente — colidindo, violentamente, contra um muro. No sábado, foi a vez do piloto austríaco Roland Ratzbenrg, perder o controle do seu carro e se chocar violentamente contra a proteção, morrendo minutos depois no Hospital.

No domingo, dia 1º, Ayrton Senna teve sua consagração definitiva como uma “lenda eterna” no automobilismo mundial, mas, de uma forma extremamente chocante e inesperada: após aparentemente “perder o controle” do carro, chocou-se a mais de 200 km/h contra o muro, na curva “Tamburello”.

O mundo assistia, ao vivo e em cores, os últimos instantes de vida de Senna. Enquanto a vida de Senna se esvaía dentro daquele cockpit, alguns espectadores foram atingidos por pneus que voaram da pista contra a arquibancada, no acidente que marcou a largada — envolvendos os pilotos J. J. Letho e Pedro Lamy.

Alguns fiscais de prova tremulavam, desesperados, as bandeiras amarelas para indicar aos pilotos sobre o acidente naquel ponto do circuito.  Outros, aproximaram-se do carro e viram que a situação era delicada. Chegaram os médicos. A corrida foi interrompida, sob os olhares atônitos de fãs, pilotos e mecânicos — que acompanhavam tudo dos boxes.

O show não pode parar: a corrida foi reiniciada e mais um acidente foi contabilizado — desta vez, nos boxes, ferindo mecânicos da Ferrari e da Lotus.

A Fórmula 1 — bem como, todas as demais “fórmulas” existentes — são necessárias: não trata-se, apenas, de “interesses econômicos” de pilotos, escuderias e patrocinadores. Se nas ruas e estradas do mundo todo, os acidentes têm feito cada vez menos vítimas fatais, devemos aos engenheiros, mecânicos e pilotos desses campeonatos, o desenvolvimento de tecnologias como os freios ABS, controle de tração e materiais resistentes, como a fibra de carbono.

Mas, qual o preço que deve-se pagar por isso? Penso que pôr em risco a vida de pessoas, não seja o certo. Há 15 anos, quando aquela barra de suspensão se partiu, transformando-se numa lança mortal, que atravessou o capacete e se encravou no crânio de Ayrton, pouca coisa — ou nada — foi feito em desenvolvimento de novos materiais ou tecnologias de segurança.

Recentemente, a discussão sobre o “teto orçamentário” entre as grandes escuderias e a FIA, em nenhum momento, levou em consideração tais questões. Talvez, agora, as luzes amarelas se acendam nos bastidores da Fórmula 1.

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1 Response to “Esportes: Acidente de Felipe Massa na F1”


  1. 1 giron
    26 de julho de 2009 às 00:53

    como um carro solta pecas dele naquela velocidade olha o que esta acontecendo?
    seguranca ?DESCASO? o que estao pensando os mecanicos e responsaveis por estes carros ?
    PILOTOS SAO PESSOAS E TEM VIDA E PRECISAM NO MINIMO DE SEGURANCA EM SUS CARROS POIS NA VELOCIDADE QUE ANDAM E SO DA SEGURANCA PARA SALVA-LOS.


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