05
set
09

Videos – A intimidade exposta na internet

Recebi esse vídeo num e-mail, onde o remetente tinha a intenção óbvia de fazer um escárnio acerca de pessoas que têm sua intimidade expostas na Internet.

Mas o vídeo, conseguiu de forma simples e explêndida, sintetizar uma velha máxima que diz, mais ou menos, o seguinte: “a intimidade moral é um travesseiro de penas, que uma vez rasgado do alto da Torre, terá suas penas espalhadas ao vento… pode-se recolher uma boa parte delas, mas sempre faltará algumas das penas…“.

No caso da internet, a questão é mais delicada:  celebridades (artistas e famosos), de certa forma, quando vêm suas intimidades reveladas através das lentes de paparazzi‘s, sabem lidar com tal situação (ou pelo menos, supõem-se que saibam!).

Porém, a questão ganha contornos mais dramáticos quando, quem tem sua intimidade revelada para todo o mundo através de fotos  e vídeos, não trata-se de ninguém notório, mas sim, um simples anônimo.

Semana passada, mais um caso envolvendo um “anônimo” ganhou as manchetes nacionais: uma professora baiana, que dava aula para crianças do ensino fundamental, foi demitida de uma escola particular, por ter sido filmada em um palco, dançando coreografias sexuais e expondo suas ancas para o público presente ao “show” (se podemos chamar isso de show!).

Deixando de lado a polêmica — foi correto ou não a decisão da Escola? — o fato é que este não foi o primeiro, nem será o último caso dessa natureza. Desde que a internet deixou de ser uma “realidade virtual”, se tornando presente no cotidiano das pessoas, muita coisa mudou.

E a intimidade das pessoas, mais do que nunca, têm sido constantemente violadas. Praticamente, em todos os lugares, existem câmeras filmando: nos Bancos, nos Supermercados, na Portaria do Prédio, nos Cruzamento de ruas e avenidas… enfim, em quase todos os lugares.

Já na internet, uma regra que é válida desde os tempos mais remotos: tudo que se faz deixa rastros. E na época em que Googles vasculham a terra “via satélite” (Google Earth), mostram ruas e casas “ao vivo” (Google Street) e monitoram pessoas “via GPS” (Google Latitude), a pergunta que se faz é: qual é o preço da privacidade?

Quando a humanidade começou a engatinhar nos meios de telecomunicações, surgiram diversas comunidades de pessoas que se isolaram do mundo para viverem “como antigamente”, em vilarejos desprovidos de todo “luxo e conforto” proporcionado pela modernidade, muitos chamaram-os de “loucos”. Será que os loucos são eles ou somos nós?

Hoje em dia, cada vez mais eu vejo que a ficção de George Orwell e seu “Grande Irmão” ganha contornos de realidade. E se hoje, praticamente todos nós somos monitorados — em maior ou menor grau — que motivos levam pessoas a se deixarem fotografar ou filmar em situações comprometedoras, de forma voluntária e expontânea?

Será que as pessoas ainda não se deram conta de que, um vídeo ou foto armazenados num celular ou notebook — que podem ser roubados ou extraviados, certo? — podem cair nas mãos de pessoas sem qualquer pingo de consciência e piedade, e daí, caírem na rede?

Minha avó — Deus a tenha em bom lugar — que não viveu para ver tudo isso, sempre me dizia: o seguro, morreu de velho. Confesso que eu não entendia muito bem, naquela época, esse conselho. Mas hoje em dia, faz todo sentido para mim.

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